Nessa terça-feira show Nas ondas da Ro Ro com Elba Ramalho e Elza Soares comemorando aniversário de Angela Ro Ro!

•dezembro 6, 2010 • Deixe um comentário

Anúncios

BH prepara homenagem a Milton Nascimento

•novembro 22, 2010 • Deixe um comentário

Elza Soares, Lenine, Arnaldo Antunes e Lô Borges são alguns dos músicos que participarão do show em Minas Gerais

Eles queriam a cidade muito ensolarada, os meninos e o povo no poder. “Coração Civil”, música de Milton Nascimento e Fernando Brant, é uma profissão de fé pela utopia da democracia, com a qual os poetas já começaram a colher frutos no quintal em 1981, quando o som pode ser ouvido em “Caçador de Mim”.

E, no dia 12 de dezembro, em Belo Horizonte, mais um sonho teimoso se realizará. Pelos menos 11 artistas confirmados realizarão uma homenagem a Milton Nascimento, em comemoração à Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 10 de dezembro de 1948.

O show, com curadoria de Antonio Nóbrega, será realizado com apoio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Ministério da Cultura, encerrando a Feira Música Brasil (FMB), que divulgou ontem a lista de 39 artistas que se apresentarão na terceira edição do evento.

“É um reconhecimento a todo o trabalho do Milton na luta contra a ditadura militar e em defesa aos direitos humanos”, diz Rogério Sottili, secretario-executivo da Secretaria de Direitos Humanos. “Eu sou uma das pessoas que foram marcadas por ‘Coração de Estudante’ e ‘Volver a los 17’, que Milton gravou com a Mercedes Sosa.” Segundo ele, já foram confirmados para a homenagem Elba Ramalho, Elza Soares, Lenine, Chico Cesar, Arnaldo Antunes, Fernanda Takai, Lô Borges, Luiz Melodia, Pablo Milanés, Margareth Menezes e Sérgio Ricardo.

Sottili lembra que a homenagem acontece 37 anos após o show organizado por Jards Macalé que, junto com Chico Buarque, aproveitaram trechos da Declaração dos Direitos Humanos como protesto contra a ditadura. No palco, estavam Chico, Edu Lobo, Dominguinhos e Milton. “Ele (Macalé) não teve condições políticas de fazer o segundo show. Mas nem sei se era essa a pretensão”, diz o secretário-executivo. Mas, desde 2005, todo ano a apresentação é realizada com uma programação cultural que envolve música, cinema e debates e deve continuar no próximo governo, com show, provavelmente, no Sul do País. “Não é um evento político. Mas é preciso um processo de reeducação, que passa pela cultura para incorporar nas pessoas o valor dos direitos humanos. Não dá resultado imediato, é um processo muito longo.”

Neste ano, o show casou com a FMB, criada pelo Ministério da Cultura e realizada pelo Centro de Música (Cemus) da Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com o Conselho Rede Música Brasil. Ontem, os organizadores divulgaram 39 artistas selecionados para os shows, que começarão no dia 8 de dezembro, entre eles, o próprio Jards Macalé. Também na categoria música popular se apresentarão Ná Ozzetti, Toninho Ferragutti, Tulipa Ruiz, Maestro Ademir Araújo e Orquestra Popular do Recife, Banda de Pífanos de Caruaru, DJ KL JAY, Rabo de Lagartixa , entre outros. Na música erudita foram selecionados GIMBa – Grupo de Intérpretes Musicais da Bahia, Quaternaglia, Quinteto Brasília e Quinteto Persh. Há ainda outros 27 artistas suplentes.

No dia 12, às 19h30, no palco da Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, a FMB fechará com a homenagem a Milton Nascimento. Cada um dos artistas que participarão da homenagem deverão cantar três músicas próprias e uma de Milton. No final, Bituca (apelido de Milton) deverá subir ao palco para vislumbrar as coisas boas que o homem faz. Em 1992, por exemplo, o Brasil assinou o Pacto de San José da Costa Rica, de 1969, que buscava consolidar nas Américas os direitos fundamentais descritos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. É o mesmo São José de “Coração Civil”.

Fonte:

Elza no lançamento da Caixa Preta de Itamar Assumpção.

•outubro 26, 2010 • Deixe um comentário

Programação dos shows de lançamento da Caixa Preta contendo a discografia completa + 2 discos inéditos de Itamar Assumpção.
Cada disco de Itamar Assumpção será interpretado por uma banda, com a participação de um artista convidado. Entre e durante os shows o público será surpreendido por performances inspiradas na música e na vida de Itamar.

Todos os shows acontecerão no SESC Pompéia
Rua Clélia, 93 – Pompeia
São Paulo – SP
Tel: 11 3871-7700

15 de outubro – Choperia
Beleléu – Show Isca de Polícia – participação especial Lenine
Às próprias Custas – Show Porcas Borboletas – participação especial BNegão

16 de outubro – Choperia
Sampa Midnight – Anelis Assumpção – participação especial – Serena Assumpção e Arrigo Barnabé
Intercontinental – Karina Bhur – participações especiais – Denise Assunção e Elke Maravilha

23 de outubro – Teatro
Bicho de 7 cabeças I – Orquídeas do Brasil – participações especiais- Alzira Espíndola e Tetê Espíndola
Bicho de 7 cabeças II – Mariella Santiago – participação especial – Chico César

24 de outubro – Teatro
Bicho de 7 cabeças III e Ataulfo Alves Pra sempre agora – Show Orquídeas do Brasil – participações especiais -Jards Macalé e Zezé Motta

29 de outubro – Teatro
Pretobrás I – Show Andréia Dias – participação especial – Arnaldo Antunes
Pretobrás II – Show Kiko Dinucci e Beto Villares – participação especial – Elza Soares

30 de outubro – Teatro
Pretobrás III + Vasconcelos e Assumpção Isso vai dar repercussão – Show Isca de Polícia – participações especiais – Zélia Duncan e Naná Vasconcelos

Ingressos já a venda pelo sistema IngressoSESC e nas unidades do SESC.
R$ 28,00 [inteira]
R$ 14,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 7,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

Ficha Técnica
Realização: SESC-SP
Curadoria: Anelis Assumpção e Serena Assumpção
Produção: Flavio de Abreu (Scubidu Produções) e Tarsila de Castro (ZEROUM)
Técnico de som: Fernando Narcizo
Iluminação: Miló Martins
Projeções: Gert Seewald
Direção de performances: Claudia Missura
Performances: Fabricio Boliveira, Fernando Gomes, Paula Pretta e Renato Gama
Roadie: Graciliano Neto
Apoio figurino feminino: Dominica
Apoio alimentação: Galpão da Pizza

Fonte: http://www.scubidu.com.br/?p=5241

Mauro Ferreira Fala sobre Documentário Elza.

•outubro 8, 2010 • Deixe um comentário

A verdade de Elza Soares está no canto dela. Para entendê-la, é preciso entender o seu canto…”, sentencia o violonista João de Aquino em frase estrategicamente posicionada pelos diretores Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan ao fim de Elza, o documentário musical que foca Elza Soares, ora em exibição na edição de 2010 do Festival do Rio. É como se o argumento (legítimo) de Aquino absolvesse os diretores de não desvendar a lendária personagem retratada no filme.

Elza foca Elza somente e sobretudo através da música. Números musicais inéditos – filmados em 2007 com nomes como Caetano Veloso (um registro emocionado de Dor-de-Cotovelo), Maria Bethânia (Rosa Morena e uma jam que entrelaça o Samba da Bênção com o Samba da Minha Terra) e Paulinho da Viola (A Flor e o Espinho – bela – e Sei Lá, Mangueira) – pontuam e valorizam o documentário entre depoimentos elogiosos que, por mais que sejam sinceros e justos, se tornam quase redundantes ao longo dos 72 minutos de projeção. Mas o canto de Elza – ouvido logo na abertura do filme, numa interpretação a capella de Lama – redime os depoentes da redundância pelo suingue ímpar. “Elza é a expressão raríssima da voz feminina num país de cantoras”, define Bethânia.

Alguns takes depois, a mulata sempre assanhada canta Rosa Morena diante de uma Bethânia embevecida, reiterando a veracidade do elogio. Entre depoimentos (excessivos) de Caetano Veloso e takes da cantora num baile funk, Elza expõe na tela a singularidade do canto de Elza – às vezes ouvido apenas em off (como em O Pato e É Luxo Só). Esse canto moldado pelo suingue – exemplificado no dueto com Jorge Ben Jor em País Tropical – tira o foco da cidadã Elza da Conceição Soares. A mulher que foi vítima de um linchamento moral nos anos 60 por ter ser envolvido com um ídolo do futebol (Garrincha) que tinha esposa e filhos – como bem lembra a prostituta Gabriela Leite.

Embora fuja do óbvio, o heterogêneo elenco de entrevistados (Lila Rabello, Hermano Vianna, Haroldo Melodia, Paulinho da Viola, Ricardo Cravo Albin) faz com que os diretores às vezes percam o foco – como no momento em que o filme gasta preciosos minutos discutindo a repressão policial sofrida pelos pioneiros sambistas do morro, já que (como ressalta Caetano) Elza logo rejeitou o rótulo e o posto de sambista que poderiam limitar sua bossa negra.

E o fato é que o canto ainda revelador da brava intérprete encobriu preconceitos, injustiças, rótulos e até a assumida vaidade da dona da voz e da bossa. “Revelar a idade é jogar a toalha. E eu ainda tô no ringue”, argumenta a artista, do alto de uma valente história de vida que Elza apenas pincela para permitir que a boa música fale por si só.

Fonte: Mauro Ferreira
Larica Musical

ELZA em filme de Isabel Jaguaribe e Ernesto Baldan.

•outubro 1, 2010 • Deixe um comentário

Confira os documentários sobre música brasileira em cartaz no Festival do Rio
O Globo – 28/9/2010 – Por Redação aqui

RIO – Nos últimos anos, filmes sobre música e músicos brasileiros se tornou presença constante no Festival do Rio. Cresceu a ponto de ganhar uma mostra própria, com documentários brasileiros sobre o tema, dentro da programação da Première Brasil em 2009. “Simonal – ninguém sabe o duro que eu dei”, “Loki”, “Herbert de perto” e “Titãs – a vida até parece uma festa” são alguns dos filmes desse filão recém-aberto que carimbaram passaporte no festival.

Nesta edição, mesmo sem uma seleção particular, os filmes sobre os heróis da canção nacional continuam em alta. Dessa vez, Nana Caymmi, Edu Lobo e Elza Soares estão entre os artistas retratados. Veja abaixo quais são os filmes e confira quando e onde eles passarão no Festival do Rio.

“NOITADA DE SAMBA FOCO DE RESISTÊNCIA”, de Cély Leal (2010). Durante 13 anos, na Rua Siqueira Campos 143, em Copacabana, a Noitada de Samba reunia, pela primeira vez na Zona Sul, a voz dos morros e da periferia do Rio de Janeiro. As noites de segunda-feira no Teatro Opinoão tornaram-se históricas, e são relembradas neste documentário por artistas como Alcione, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Dona Ivone Lara e Elton Medeiros, entre outros. Na Mostra Competitiva de documentários da Première Brasil.

Quando e onde ver – hoje (28/09): Pavilhão do Festival (13h); 29/09: Estação Vivo Gávea 3 (15h40m e 20h20m).

“TOM ZÉ ASTRONAUTA LIBERTADO”, de Igor Iglesias González (2009). O compromisso de Tom Zé com o experimentalismo quase lhe custou a carreira por diversas vezes, mas seu desejo de busca pelo novo o levaram a ser reconhecido como um dos mais importantes músicos brasileiros. O espanhol Igor Iglesias González foi atrás do artista durante uma oficina de experimentação musical nas Astúrias, em 2007, e traça, a partir daí, um retrato de sua obra inquieta e revolucionária. Dentro da mostra Brasil do Outro.

Quando e onde ver – 04/10: Estação Vivo Gávea 4 (13h20m e 19h50m) e 06/10: Centro Cultural da Justiça Federal (19h), Cinema Nosso (19h) e Espaço de Cinema 3 (23h30m).

“É CANDEIA”, de Márcia Watzl (2010). Morto em 1978, aos 43 anos, o sambista Candeia deixou uma obra riquíssima, que foi resgatada em 2008 no musical “É samba na veia, é Candeia”. O documentário acompanha os ensaios e apresentações da peça, enquanto revela a trajetória do compositor. Na mostra competitiva (documentários) da Première Brasil.

Quando e onde ver – 01/10: Odeon Petrobras (17h); 02/10: Pavilhão do Festival (13h); 03/10: Estação Vivo Gávea 3 (15h40m e 20h).

“RIO SONATA”, de Georges Gachot (2010). Nana Caymmi é filha de Dorival Caymmi, irmã de Dori e Danilo Caymmi, foi mulher de Gilberto Gil, musa de Milton Nascimento, é amiga de Nelson Freire. Este documentário franco-suíço posiciona a cantora em seu local estratégico dentro da história da música brasileira nas últimas cinco décadas. Dentro da mostra Brasil do Outro.

Quando e onde ver – 30/09: Estação Botafogo 1 (24h); 02/10: Estação Ipanema 1 (13h e 17h20m).

“FILHOS DE JOÃO, ADMIRÁVEL MUNDO NOVO”, de Henrique Dantas (2009). Vencedor do prêmio especial do júri e prêmio do júri popular no Festival de Brasília de 2009, o documentário mostra o rico panorama musical brasileiro entre os 60 e 70, através do revolucionário grupo Novos Baianos, de Pepeu Gomes, Moraes Moreira e Baby Consuelo, e de sua relação peculiar com João Gilberto, pai da bossa nova. Na mostra Retratos da Première Brasil.

Quando e onde ver – 03/10: Odeon Petrobras (15h); 04/10: Estação Vivo Gávea 3 (13h30m) e Estação Vivo Gávea 1 (18h10m); 06/10: Ponto Cine (16h) e Cinema Nosso (19h).

“ELZA”, de Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan (2009). O documentário mostra a força e a história de vida surpreendente da cantora Elza Soares, “elo de ligação entre a tradição e o novo, o samba de morro e o do asfalto, as raízes e as antenas”, informa a sinopse do filme. Na mostra Première Brasil Retratos.

Quando e onde ver – 04/10: Odeon Petrobras (15h); Estação Vivo Gávea 3 (13h30m ) e Estação Vivo Gávea 1 (18h10m); 07/10: Ponto Cine (16h) e Cinema Nosso (19h).

“EDU LOBO – VENTO BRAVO”, de Regina Zappa e Beatriz Thielmann (2007). Chico Buarque, Maria Bethânia, Paulo César Pinheiro, Joyce, Wagner Tiso e outros ícones da MPB traçam um painel da vida e da obra do autor de “Ponteio”. Dentro da Tela Brasil.

Quando e onde ver – hoje (28/09): Auditório do BNDES (19h).

“NO BALANÇO DE KELLY”, de André Weller (2010). João Roberto Kelly, autor de marchinhas carnavalescas célebres, como “Cabeleira do Zezé”, é o objeto deste curta-metragem, que segue o compasso do piano do artista e faz um balanço de sua carreira. Dentro da mostra Retratos da Première Brasil.

Quando e onde ver – 03/10: Odeon Petrobras (15h); 04/10: Estação Vivo Gávea 3 (13h30m) e Estação Vivo Gávea 1 (18h10m). 06/10: Ponto Cine (16h) e Cinema Nosso (19h).

Elza Soares e Moacyr Luz encerram projeto do CCBB

•setembro 24, 2010 • Deixe um comentário


Foto: Nayara Lucide

Elza Soares homenageia João Bosco e Aldir Blanc no CCBB
A última série de shows do projeto Dois pra lá, dois pra cá, que homenageia os 40 anos de parceria dos compositores Aldir Blanc e João Bosco, leva para o Teatro I do CCBB Elza Soares e o violonista Moacyr Luz. Sexta-feira e sábado, às 21h, e domingo, às 20h, Elza e Moacyr interpretam canções da fase mais produtiva da dupla Blanc e Bosco, como Incompatibilidade de gênios, O mestre-sala dos mares, Nação e O bêbado e a equilibrista. Ingressos: R$ 7,50 (meia-entrada para estudantes, professores, maiores de 65 anos e clientes do Banco do Brasil). Informações: 3310-7087. Não recomendado para menores de 12 anos.

Os sambistas cariocas do Grupo Bom Gosto fazem apresentação única nesta sexta-feira, a partir das 22h, no clube da AABB. O show traz repertório do primeiro registro em DVD, Grupo Bom Gosto — Roda de samba. As bandas Coisa Nossa e Volta por Cima também sobem ao palco. Ingressos: R$ 30 (2º lote, meia-entrada), à venda na secretaria da AABB, na Pizzaria Du\’Cheff (209 Norte) e nas lojas Aloha (Conjunto Nacional, Taguatinga Shopping e Terraço Shopping). Informações: 3223-0078 e 8114-9913. Não recomendado para menores de 16 anos

Recepcionada pela baiana Sambatrônica, Elza fez o Pelô sambar

•janeiro 16, 2010 • 1 Comentário

O Largo Pedro Archanjo, no Pelourinho, foi palco de uma enorme festa em homenagem ao samba na noite de ontem (14). O show, que reuniu aSambatrônica, banda baiana que, segundo o nome já diz, traz uma roupagem eletrônica ao ritmo mais tradicional do Brasil, e uma das maiores divas da música popular brasileiraElza Soares, foi o destino de grande parte dos baianos e turistas que estiveram no Centro Histórico. O evento contou com o apoio do Pelourinho Cultural, Programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

O espaço logo ficou pequeno para a quantidade de pessoas que chegava muito antes ainda do horário marcado para o início do show. Era um público bastante diversificado, uma parte emendava as comemorações da Lavagem do Bonfim com a festa no Pelourinho, mas a maioria parecia ter se programado especificamente para prestigiar a noite. Em comum, todos tinham a alegria e a expectativa de estarem prestes a presenciar um belo espetáculo.

Ainda no camarim, já no horário previsto para o início do show, a empolgação era grande. Numa roda de samba os músicos João Jonga de Lima, Helson Hart e Ricardo Marques, da banda Sambatrônica, ensaiavam a música A Trama do Samba com Elza. A diva havia chegado numa cadeira de rodas por conta de uma torção no tornozelo em um show com Vander Lee em Minas Gerais. Ainda assim, a embaixatriz do samba brasileiro calçava uma sandália alta e esbanjava simpatia.

O show começou com o grupo anfitrião, que fez o Largo Pedro Archanjo ferver com hits do primeiro CD da banda, intitulado Movimento Sensual Antiatômico, e sucessos como Na Cadência do SambaDepois que o Ilê Passar em uma colagem de músicas do Ilê Aiyê com fragmentos de Helson Hart. O show marcou o pré-lançamento de Aos que zelam pela alegria no mundo, segundo CD da banda ainda em versão promo, que conta com a participação de Elza Soares em uma das faixas.

No momento mais esperado do show, a diva carioca foi levada ao palco sob uma forte salva de palmas. Por onde passou causou frisson e se via apenas uma chuva de flashes no trajeto que percorria. Um trono estilizado a esperava ao centro do palco. Ela, que teve que fazer o show sentada, levantou algumas vezes, levando o público ao delírio.

“Eu adoro a Bahia e agora também sou filha dessa terra”, afirmou Elza se referindo ao título de cidadã soteropolitana recebido em agosto de 2009. A sambista, que cantou sucessos de sua carreira como Carne eMalandro, fez também uma homenagem ao país recentemente devastado por terremotos cantando Haiti, de Caetano Veloso.

Para a atriz Lara Couto, o show surpreendeu. “Achei o clima da noite maravilhoso, essa efervescência é a cara do Pelourinho e o público estava totalmente em sintonia com Elza”, afirmou.

A noite marcou também uma grande comemoração para a Sambatrônica. “Esse show foi o resultado de muito trabalho e acabou sendo um grande ensaio, pois fomos contemplados com o projeto Elza Pede Passagem para o Carnaval Pipoca do Pelourinho. Essa parceria da Sambatrônica com Elza Soares é uma semente que tem dado muito bons frutos”, afirmou o músico João Jonga de Lima, idealizador da Sambatrônica.

Texto extraído do site http://www.pelourinho.ba.gov.br

Reblog this post [with Zemanta]