Elza Soares abre projeto Depoimentos para Posteridade em 2011

A cantora Elza Soares foi a primeira entrevista do ano do do projeto “Depoimentos para Posteridade”, do Museu de Imagem e Som (MIS). Nesta quarta-feira, Elza falou sobre suas origens, seu envolvimento com a música e sobre temas polêmicos, como preconceito e sua conturbada relação com o jogador de futebol Garrincha. A entrevista foi conduzida pela presidente do MIS, Rosa Maria Araújo, pela cantora e compositora Ângela Rô Rô, pelo jornalista Arthur Poerner, pelo produtor Eduardo Araújo e pelo roteirista e escritor José Louzeiro, todos escolhidos pela própria Elza Soares.
Elza Soares, hoje com 73 anos, teve uma infância humilde. Nasceu em Padre Miguel e foi criada em Água Santa, subúrbio do Rio de Janeiro, com outros cinco irmãos. O interesse por música surgiu com o pai, que tocava jazz em casa com os amigos. Em 1973, participou do programa de calouros de Ary Barroso, na extinta TV Tupi.
– Quando terminei de cantar, já estava abraçada com o Ary Barroso, e ele, muito humilde, dizendo assim: “senhoras e senhores, neste exato momento acaba de nascer uma estrela”. Vocês não sabem o medo que eu senti – disse Elza Soares, imitando a voz do apresentador e divertindo a plateia.
Elza também lembrou seu conturbado relacionamento com o jogador Garrincha, que gerou preconceitos e forte reação da sociedade.
– Encontrei o Mané numa situação muito, muito ruim, e pensei que pudesse ajudá-lo. Na época, ele tinha uma amante, uma vedete que tomava muita coisa dele – conta Elza Soares. – Nunca deixei de pagar pensão das filhas do Mané, e até hoje não recebo um centavo por essa união – afirmou.
Em mais de 50 anos de carreira, Elza Soares fez parcerias com inúmeros artistas como Caetano Veloso, Titãs, Lobão, Zeca Pagodinho, Gilberto Gil e Gal Costa. Fez uma turnê pelos Estados Unidos na década de 70. Em 2000, foi eleita cantora do milênio pela BBC de Londres. Em 2002, seu disco Do Cóccix Até O Pescoço foi indicado ao Grammy. Seu último álbum, Arrepios, ficou pronto em 2010 e deve ser lançado em breve.
Depoimentos para Posteridade
O projeto “Depoimentos para Posteridade” foi lançado pelo MIS em 1966 e tem o objetivo, através de registros da história oral, de criar um acervo histórico de diversos aspectos da cultura brasileira, como a literatura, música, cinema e artes plásticas. O material (áudio e vídeo) de cada edição – que ocorre mensalmente – é armazenado e está disponível ao público nas salas de consulta do museu. São mais de quatro mil horas de material gravado com personalidades como Cartola, Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral e Oscar Niemeyer.

Fonte:

~ por elzasoares em janeiro 27, 2011.

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